KaBuM no Mundial: Alliance

Por: LeonButcher

A Alliance surgiu na temporada de Primavera da LCS 2014, ficando com o lugar da Evil Geniuses, que se mudou para a LCS NA. Com alguns jogadores da EG na linha titular, a equipe precisou de uma fase do principal campeonato europeu inteira para se ajustar, e conseguiu desbancar a Fnatic na final da Temporada de Verão por 3-1 para conquistar o campeonato e a primeira colocação da região para o Mundial 2014.

Com jogadores individualmente muito fortes e jogo tático, a Alliance pode ser um grande obstáculo para qualquer equipe do mundo.


Sexta-feira, 26/09
10:00 – Alliance x KaBuM eSports
Domingo, 28/09
05:00 – KaBuM eSports x Alliance

História e estilo de jogo

Alliance

Topo: Mike “Wickd” Petersen
Caçador: Ilyas “Shook” Hartsema
Meio: Henrik “Froggen” Hansen
Atirador: Erik “Tabzz” van Helvert
Suporte: Patrick “Nyph” Funke (C)

A decisão da Evil Geniuses de ir para a América do Norte foi um divisor de águas na história do cenário competitivo europeu de League of Legends. Era a equipe mais famosa – apesar de não ser a mais vitoriosa – se dividindo, e abrindo espaço para outros. Enquanto Krepo, Snoopeh e YellowPete foram disputar a LCS NA, Froggen e Wickd deixaram a organização e assinaram com a Alliance, e Froggen teve a liberdade para escolher quais jogadores queria no time.

Assim foram recrutados Tabzz (o Atirador que havia chamado atenção e disputado o Mundial 2013 com a Lemondogs) e o novato Caçador Shook. Apesar de certa experiência, Shook havia sido banido por mau comportamento das competições em 2013, e foi liberado pouco antes de ser contratado pela Alliance, em dezembro de 2013, tendo a chance de se redimir. O experiente suporte Nyph foi contratado por último, no final de dezembro, e assim a equipe estava formada para a temporada de 2014.

Apesar de, no papel, a Alliance ser uma equipe com um potencial incrível, ela teve problemas no começo. O jogo era inconsistente, e os jogadores penavam para encontrar uma boa sinergia, pesando significativamente na comunicação. Apesar de uma fase regular na LCS EU da Primavera de 2014 com um recorde de 16-12, a equipe não se encontrou e acabou derrotada pela Fnatic e pela Roccat nas eliminatórias, ficando com o quarto lugar do campeonato.

Para buscar competitividade e mudança, a Alliance correu atrás de um técnico, e assim o americano Leviathan foi contratado. Novamente provando a liberdade da organização, que confiou nos jogadores, o técnico conseguiu encaixar um bom trabalho e explorar o potencial do time.

E então aquele time teoricamente forte começou a receber a atenção que merecia. Com carregadores extremamente eficientes, a Alliance conseguiu recordes positivos na fase regular, batendo todos os oponentes por 3-1. Nas eliminatórias, mais do mesmo, 3-1 na SK Gaming nas semifinais e 3-1 contra a Fnatic na grande final, desbancando xPeke e companhia pela primeira vez em uma LCS.

Froggen e Tabzz dispensam comentários. O Meio e capitão dinamarquês é uma das grandes figuras da rota desde a Segunda Temporada, e é bem conhecido por conseguir jogar com excelência tanto com assassinos quanto com magos, sabendo aproveitar cada brecha do oponente para coletar uma vantagem, que com o passar do tempo fica imensa – fique de olho em seus recordes constantes de tropas abatidas: 300 em 20:01 minutos.

Já o Atirador holandês já foi visto em solo brasileiro. Em 2013, Tabzz era o Meio da Millenium na Intel Extreme Masters quando a equipe ficou em terceiro lugar. Assim que entrou para a Lemondogs, virou Atirador e surpreendeu carregando a equipe para o primeiro lugar da fase regular da LCS de Verão 2013, perdendo a final das eliminatórias para a Fnatic e depois saindo do Mundial 2013 na fase de grupos. Com toda essa experiência e força mecânica, Tabzz é um perigo tremendo para qualquer um, sabendo se posicionar com perfeição na luta e jogando com qualquer Atirador com perfeição.

Wickd é um jogador experiente e dispensa comentários. Ele pode não se destacar como Tabzz e Froggen, mas é um jogador que se sacrifica muito, adotando escolhas de campeões que permitem que o trabalho da equipe seja feito com segurança. Suas escolhas de Alistar e Maokai, contrariando seu estilo mais assassino e lutador, são um grande exemplo disso.

Pontos Fracos

Faltou uma rota, não?

A Selva é o ponto fraco da Alliance. Quando Shook está em um bom dia ele parece invencível, mas quando não está... Mesmo por ser novo, o compatriota de Tabzz sofreu com nervos fracos na primeira temporada da LCS jogando com a Alliance, e demorou para engrenar junto com a equipe. A sua inconsistência pode ser uma chave importante para os rivais tirarem vantagens preciosas de uma equipe extremamente perigosa.

Rotas Quentes

Topo: LEP x Wickd

Uma rota que causou grande repercussão quando o grupo foi definido. Os estilos de jogos são parecidos. Ambos conseguem jogar muito bem com campeões lutadores e assassinos, mas conseguiram se encaixar em um metagame que puxava os topos para uma função de maior proteção e linha de frente com Maokai e Alistar.

Ah, e temos a Irelia.

Como ambos os jogadores dominam o Campeão, vai ser difícil um deles escolhê-lo, pois eles sabem não só jogar com a Irelia, mas também jogar contra ela. Será que um deles vai se arriscar? Sem dúvida nenhuma, seria muito divertido.

Meio: TinOwns x Froggen

Tin tem a oportunidade de jogar contra um dos jogadores mais conhecidos da rota, o que pode servir de grande aprendizado para o talento brasileiro. Froggen sempre foi conhecido por saber coletar recursos com eficiência invejável, mas tem saído bem mais da rota escolhendo campeões mais assassinos como Ahri e Fizz, e inclusive trazendo um Zilean interessante na semifinal da LCS. Vamos ver como o brasileiro segura o dinamarquês.


4 years ago


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