KaBuM no Mundial: Cloud 9

Por: LeonButcher

Dominante no cenário americano desde sua estreia na LCS na Temporada de Verão 2013, a Cloud 9 trouxe toda uma vida nova e esperança de bons resultados internacionais para o servidor Norte Americano. Mesmo perdendo a grande final da LCS para a Team SoloMid por 3-2, a equipe continua sendo uma potência e exemplo de jogo em equipe.

A Cloud 9 tem pontos fortes e fracos bem conhecidos, e a KaBuM tem chance de derrotar os americanos se souber explorar cada ponto de pressão.


Quinta-feira, 25/09
11:00 – Cloud 9 x KaBuM eSports
Domingo, 28/09
03:00 – KaBuM eSports x Cloud 9

História e estilo de jogo

Cloud 9

Topo: An “Balls” Le
Caçador: Will “Meteos” Hartman
Meio: Hai “Hai” Lam
Atirador: Zachary “Sneaky” Scuderi
Suporte: Daerek “LemonNation” Hart (C)

Formada por jogadores conhecidos do cenário americano, a Cloud 9 chamava-se inicialmente Quantic Gaming, mas após a falência do patrocinador e o fracasso da não-classificação para a LCS de Primavera 2013, diversos membros saíram. A Cloud 9, de fato, surgiu já de cara com a formação titular que conhecemos hoje, com LemonNation sendo o único remanescente do time antigo.

Com esses jogadores, a equipe então se classificou para a LCS de Verão 2013, eliminando o time da compLexity por 3-0. Era apenas uma demonstração do que os novatos conseguiriam fazer entre os grandes. Na temporada regular, o atropelo de todas as equipes e recorde de 25 vitórias e três derrotas fez com que o time detivesse o número de maior vitórias na história da LCS (NA e EU). Com isso, eles conseguiram vaga na fase eliminatória, e venceram novamente na LCS seguinte, a da Primavera de 2014. No Mundial 2013, apesar de ser a grande esperança norte-americana, a Cloud 9 foi eliminada pela Fnatic por 2-1 nas quartas-de-final. Finalmente, na temporada mais equilibrada da LCS, a equipe de LemonNation foi desbancada pela Team SoloMid por 3-2 na final da fase eliminatória, mesmo após ter vencido a fase regular.

E você pode se perguntar: como cinco novatos são capazes de entrar em um cenário já estabelecido, jogando contra rivais muito mais experientes, e ainda assim revolucionar tanto as coisas?

Por ser antigo, o cenário americano sempre sofreu com o engessamento de suas próprias táticas. A Cloud 9 foi uma das primeiras equipes do servidor a focar na teoria e no estudo do jogo, e por isso trouxe um estudo e estilo de outras regiões para os Estados Unidos, forçando as outras equipes a correrem atrás deles.

Entre os diversos pontos positivos que podemos citar sobre a Cloud 9, dois se destacam mais.

Com foco pesado na sinergia entre os jogadores, a Cloud 9 tem uma das melhores mecânicas de lutas entre equipes neste Mundial. As chamadas do capitão e Meio Hai são cruciais para confundir o adversário e transformar cada um dos jogadores da equipe em um perigo em potencial nas lutas. Esse trabalho em equipe também permite à Cloud 9 usar e abusar de rotações pelo mapa, coletando abates e pegando adversários fora de posição.

Controle de objetivos é o resultado de uma pressão pelo mapa e controle da visibilidade do oponente, assim como saber aproveitar as pequenas oportunidades, escalando uma boa decisão em outra, coisa que a Cloud 9 sabe fazer muito bem - e Meteos é um dos pilares nesse quesito. Sendo um Caçador que alterna seu estilo de jogo entre coletar recursos e ficar mais forte que os oponentes ou que impõe pressão nas rotas, Meteos comanda ao lado de Hai a movimentação da equipe focando nos objetivos, o que diferencia a Cloud 9 no servidor americano e os coloca mais próximos de um estilo de jogo coreano.

Pontos Fracos

Apesar de a equipe ter uma sinergia excelente, seus jogadores individualmente não são os melhores mecanicamente, com a exceção de Sneaky e, por vezes, Balls. Assim, um bom controle das rotas no início da partida pode ser um fator crucial para uma vitória contra os americanos.

Se há um motivo comprovado para bater a Cloud 9, este é força bruta. Na última edição da LCS, durante várias partidas a equipe tentava impor pressão no mapa e era recebida com lutas forçadas pelos adversários ou pressão da equipe adversária inteira em uma rota, quebrando o ritmo que a Cloud 9 tentava colocar na partida.

Rotas Quentes

Meio: TinOwns x Hai

Esta provavelmente será a rota crucial do jogo. A Cloud 9 provou no All-Star Paris que, sem a liderança e presença de Hai no Meio, o time inteiro fica muito instável, errando chamadas e dependendo quase que inteiramente de Sneaky para carregar o jogo. É importante que esta rota seja contra TinOwns, um jogador novo e muito talentoso, e que acima de tudo é frio nas suas ações e não demonstra sentir tanta pressão quanto outros jogadores. A Cloud 9 se cobra bastante, exigindo de si mesma um desempenho de excelência em uma competição internacional - principalmente após as esperanças do servidor Norte Americano caírem sobre eles no Mundial 2013 e na Batalha do Atlântico, e eles terem perdido as duas. Agora eles chegam ao Mundial depois de uma derrota para a TSM, perdendo até a dominância nacional. O fator emocional pode pesar bastante em Hai e seus companheiros, mas resta saber se a equipe brasileira vai conseguir trabalhar em cima disso.

Selva: Danagorn x Meteos

Meteos se movimenta muito pelo mapa, coordenando com Hai a mobilidade do time inteiro e chamadas de objetivos. Danagorn, por sua vez, tem alterado seu estilo de paciente para um papel mais ofensivo, provado pelas escolhas de Kha’Zix no Wildcard contra a PEX. Ainda assim, é notável que o caçador brasileiro ainda não está totalmente acostumado com esse papel. Contra a Cloud 9, ele não pode deixar que isso interfira no seu jogo e na leitura do jogo de Meteos, porque se o caçador da Cloud 9 ficar livre, a KaBuM vai ter maiores problemas do que “só” tirar o Meio Hai da partida.


5 years ago


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