Sasa e Daniels no #League10

Por: River

Na última terça-feira (15) nós comemoramos os 10 anos do League of Legends com um evento global. É claro que o Brasil não ficou de fora - cerca de 300 pessoas se reuniram em São Paulo, e mais uma infinitude online. Juntos, assistimos a uma transmissão que foi uma montanha-russa de sentimentos. Relembramos e nos emocionamos com o que foi construído até aqui, e vimos as novidades que vêm por aí, algumas em um futuro mais próximo do que outras. Durante a festa, conversamos com quatro streamers que fazem parte da nossa história para entender como o League mudou a vida deles ao longo dessa década, e quais suas expectativas para o futuro.

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Sasa

Flavia Gato, 24, mais conhecida como Sasa, começou a jogar LoL quando o jogo ainda estava no beta porque havia enjoado de DotA. Hoje é uma das grandes streamers do país, bastante querida pela comunidade. “Estou há bastante tempo. Vi todas as fases do LoL, todas as épocas, desde o LoL ser nada, até começar a ouvir do professor do cursinho ‘meu deus, você joga o mesmo jogo que eu!’. É muito estranho, mas também é muito legal!”, conta a streamer.

“Não acho que tenha mudado minha vida, mas o jogo foi mudando junto comigo. Eu consigo marcar as coisas importantes da minha vida baseada nas Seasons. Associo também as bads, porque fugia para o LoL para me confortar, né. De 2010 a 2012 eu sofria muito bullying na escola e não tinha amigos, então recorria ao jogo. Em 2012 eu comecei a prestar vestibular, em 2013 saí da casa da minha mãe. Teve uma época, em 2015, que só trabalhava e estudava, não tinha tempo, e literalmente deixava de dormir para jogar com o Seven. Sinto que o jogo faz parte da minha vida.”

Nenhum dos convidados sabia o que aconteceria no #League10. Com a Sasa não foi diferente: ”Antes de vir para cá, não achei que fosse ser assim. Achei que seria uma retrospectiva tipo de Ano Novo, sabe? Tô muito feliz. Tô finalmente vendo o LoL se apresentar da forma que eu espero que se apresente, tendo todo esse histórico e sucesso. É satisfatório ver essa evolução, começando pelo evento. O que gostei foi ter visto muito mais gente envolvida esse ano, e também que mais jogos estão sendo desenvolvidos. Foi massa para mim ver o LoL expandindo. Já li muita lore e fico imaginando o universo, é legal ver algo concreto. A animação foi o que eu mais gostei! Tô muito animada para ver o que eles vão apresentar e como funciona o universo!”


Daniels

”Como o tempo passa, né, velho? E o que ficam são as coisas que a gente gosta de fazer. Já são 10 anos e o LoL ainda está aí. Me emocionei bastante durante o vídeo quando passaram minha stream. Sentir que você faz parte de uma comunidade é algo muito bacana”, diz Daniel Marcon, 23.

“Eu tenho as primeiras impressões no LoL bem gravadas na minha cabeça. Eu jogava DotA, um amigo de escola chegou ‘vamo jogar esse jogo aqui, é bem legal, é no mesmo estilo de DotA’. Ele me mostrou o jogo porque ele era metaleiro e tinha o Mordekaiser antigo, com as skills tendo nomes de músicas de metal, como Ace of Spades ou Creeping Death. Desde então eu comecei a jogar e me apaixonei. Fiquei a primeira Season inteira no NA, durante a segunda veio para o Brasil, aí comecei a jogar Ranked e foi indo…”

Como tantos outros, Daniels viu sua vida ser transformada por conta do League: “Ele sempre mudava (minha vida) de alguma maneira. Quando eu morava na minha cidade com meus pais, ele alterava na minha vida porque eu jogava muito com meus amigos e a gente falava sobre isso o tempo inteiro. A gente era muito viciado, gostava de jogar junto. Mas aí eu fui progredindo de elo e meus amigos ficaram para trás, porque eles não gostavam de ranked. Por causa disso eu fui conhecendo gente nova, acabava indo duo com outras pessoas, trocando ideia com elas… comecei a ter um monte de amigo online. A maioria que eu conheço há bastante tempo veio para São Paulo para trabalhar com isso também. Com o tempo eu comecei a me interessar pelo competitivo, também. Lembro as fases da minha vida: consegui uma internet melhor e subi do Diamante 5 ao 1 - antes era travado. Depois melhorei o PC e peguei Desafiante… aí vieram as historinhas. Acabei saindo de time porque meus pais queriam que eu entrasse na faculdade, perdi propostas de times de CBLoL e comecei só a streamar."

”Eu esperava que o #League10 fosse ser um release do Legends of Runeterra. Havíamos vindo em um evento antes. A Riot fez muito bem em esconder isso. Não achei que fosse haver nenhuma surpresa. Não fazia ideia que ia ter um FPS ou um mobile, que por sinal achei que seria o TFT. Saiu muita coisa, mano, tô surpreso até agora, até com um pouco de dor de cabeça. Foi muita informação.”

Conhecido por suas streams de teor mais didático, Daniels não pensa em largar o jogo pelos novos lançamentos: “Tenho um objetivo em mente de ensinar a galera a jogar. Quero subir novamente nas Rankeds Challenger, mas fiquei muito interessado em jogar e fazer conteúdo dos outros jogos. Sempre senti que era muito limitado como streamer, e que só me assistiriam se fosse LoL. Agora saindo os novos jogos, vou poder fazer coisas novas sem sair do universo de LoL e do que o meu público gosta. O que eu mais quero jogar é o RPG que mostraram - mas não falaram muito. Me acho meio burro para jogar jogo de carta… acho que vou me dar melhor no Wild Rift, o LoL mobile”, disse.


4 weeks ago


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